
O diretor de Seven (1995), Clube da Luta (1999) e Zodíaco (2007) consegue superar seus trabalhos anteriores com um drama talhado para conquistar várias estatuetas no próximo Oscar. Merecidamente, está no páreo em cinco categorias no Globo de Ouro, cuja premiação é neste domingo (11): melhor filme/drama, direção, ator (Brad Pitt), roteiro e trilha sonora. Além de bastante comovente, a história, extraída de um conto de F. Scott Fitzgerald (1896-1940), é de uma originalidade ímpar. São quase três horas de duração, que passam batidas, para narrar a tal curiosa trajetória de Benjamin (Brad Pitt). Em 1918, a mãe de um bebê morre no parto e o pai, atordoado com suas feições, deixa o filho na porta de Queenie (Taraji P. Henson), dona de uma pensão para a terceira idade em Nova Orleans. Ela adota a criança que, embora nascida com aparência de um idoso, remoça, surpreendentemente, com o passar dos anos. Durante décadas, Benjamin vai conhecer prazeres e dissabores da vida. A paixão pela bailarina Daisy (Cate Blanchett) o acompanha por muito tempo. Não há deslizes também na técnica. Da maquiagem à direção de arte, nota-se calculadamente os caprichos da produção. Com Julia Ormond (159min).
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